De Arruda dos Vinhos para o mundo lusófono. Defensor de um estado laico e liberal - nas verdadeiras acepções destes termos, e não nos extremismos que alguns lhe querem associar.
domingo, 29 de dezembro de 2013
A contradição do PCP
Vou explicar em passos simples porque razão é o PCP a negação de si próprio. E o que é válido para o PCP, é-o para qualquer partido comunista, não é um exclusivo português.
Comecemos por assumir que não existem organizações suicidas. Ou seja, nenhuma organização trabalha no sentido da sua auto-destruição.
Como corolário desta assumpção, e como os partidos políticos são organizações, concluímos que nenhum partido político tem como objectivo a sua auto-destruição. Eles apenas querem destruir os outros partidos políticos.
Agora olhemos para o PCP em particular.
Quem são os eleitores e apoiantes do PCP? Tipicamente os agricultores; a classe operária; as pessoas com menos instrução e as pessoas com menos recursos económicos.
Como os eleitores e apoiantes são o que dá força a um partido, a implicação é óbvia:
- O PCP será mais forte quanto mais pessoas sem instrução e mais pessoas sem dinheiro houver em Portugal!
Portanto, quando os elementos do PCP dizem que querem mais e melhor educação, quando dizem que querem melhores salários, estão a apelar ao seu enfraquecimento como partido. Estão a apelar à sua auto-destruição.
O que cria uma contradição com o início deste post, onde vimos que não existem organizações suicidas.
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